Comecei a escrever no momento em que percebi que só pensar não mais me satisfazia. Precisava transbordar todo aquele pensamento que só ao meu universo de idéias pertencia. Hoje, escrevo por pura necessidade, por irresistível vício e por agradável teimosia.

Claudia Fernandes



Quinta-feira, Julho 02, 2009

O silêncio da alma...





Li esse texto do grande Rubem Alves e achei o assunto muito interessante. Espero que goste.




Escutatória




Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.


Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.


Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.


Diz Alberto Caeiro que... “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.”


Parafraseio o Alberto Caeiro:


Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.


Daí a dificuldade:


A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.


Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.


No fundo, somos os mais bonitos...


Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios:


Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.


Vejam a semelhança...


Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.


Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial.


Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.


Terminada a fala, novo silêncio.


Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos... Pensamentos que ele julgava essenciais.


São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.


Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.


Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza... Na verdade, não ouvi o que você falou.


Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.


Falo como se você não tivesse falado.


Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.


Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.


O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.


E, assim vai a reunião.


Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.


E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.


Eu comecei a ouvir.


Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.


A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.


Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.


Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.




Rubem Alves







Visite também: Visit also:


Prosaicos Poemas

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Nesse mood...

Estou nesse mood esses dias...



Gerard Butler(Irlandês) no filme P.S. I love you.




Eu nunca estive nos verdes campos e nos belos lagos da Irlanda. Nunca. E, no entanto, sou irlandesa em espírito, me embriago nos pubs mais acolhedores de minha vida, canto as pop songs mais melancólicas do mundo e penso que um dia poderia, junto com você, mudar o planeta.



Eu, Molly. Você, Gerry. Tal como na comédia romântica “P.S. I love you”, que revi na madrugada passada na tevê e que me deixou com saudade do que fui um dia. Confesso, chorei (um choro bom, tranquilo, duas lágrimas e um copo de vinho branco para aquecer). E bateu vontade de ouvir “Love you ’till the end”, com The Pogues. E foi o que eu fiz.



O filme nos fala de amor. De vida e morte. E tudo isso me interessa muito. Apesar do ato de vir ao mundo (e de partir) ser solitário – essa é uma das verdades da vida, estamos todos juntos nisso, baby. Eu aqui. Você aí. Mas juntos em pensamento e alma.



Todo mundo merece ser feliz – é o que eu penso. Mas devemos estar preparados para o dia da despedida, pois tudo que é dourado acaba um dia. E temos que seguir em frente, mesmo que seja preciso fazer um grande sacrifício.


Em público, nós fingimos – cada um cria um personagem. Sozinhos, sentimos saudade do personagem que deixamos lá fora.





**************************************




Para Ken Blackmore from Ireland.






Claudia Fernandes





Visite também: Visit also:


Prosaicos Poemas






Adaptação feita por Claudia Fernandes do texto de Zeca Ribeiro

Domingo, Maio 24, 2009

Uma flor para a maior delas...




Uma linda flor no aniversário da mais linda de todas e que não está mais aqui do meu lado.

Para você, minha melhor amiga, minha mãe, minha amada...


Meu tudo.



Um beijo.



Claudinha.










Visite também: Visit also:


Prosaicos Poemas

Quarta-feira, Maio 06, 2009

Calendário Humano

Um calendário em que o dia ATUAL é a pessoa que está olhando para você!!!


Para saber que dia é hoje, basta procurar a única pessoa

que está olhando diretamente para você.

Faça o teste em outros dias...

E o interessante é que muda o mês também.


Basta clicar:



Calendário Humano






Claudia Fernandes







Visite também: Visit also:


Prosaicos Poemas

Sexta-feira, Março 20, 2009

Atenção!! Attention!




Este evento é no próximo sábado, dia 28 de março de 2009, às 20:30 h.
Todos nós estamos convidados a apagar as luzes pelo período de uma hora para mostrar nosso apoio à luta contra o aquecimento global.
Vamos ajudar, até porque essa ajuda é para nós mesmos.



A Terra agradece e eu também!






This event will happen this year on March, 28th, at 8:30 PM.
We are all invited to turn the lights off for a period of an hour to show our support to the fight against global warming.
Let's help, even because this help is for ourselves.

Planet Earth and I thank you!


Claudia Fernandes






Visite também: Visit also:


Prosaicos Poemas

Segunda-feira, Março 09, 2009

Delícia de clip!!

Essa música é mágica para mim, e eu simplesmente adooooro esse clip, porque me lembra de uma época em que eu vivia numa rua bem parecida com essa e uma das minhas brincadeiras prediletas era pular corda. Claro q não assim, como esses caras, mas...








Delícia de clip!!


Claudia Fernandes.

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

"Os malefícios do alarmismo"


POLÍTICA

Stephen Kanitz: "Os malefícios do alarmismo"


Jornal do Brasil - Desde setembro, quando a percepção de que a economia americana entraria em colapso começou a ganhar corpo, assistimos a uma avalanche de notícias e análises econômicas marcadas por um tom alarmista. O pânico que tomou conta da imprensa, no entanto, não lhe permite dar o devido destaque a uma série de fatos positivos da economia brasileira. Temos sim, alguns problemas localizados em exportação e habitação, em parte causados por nós mesmos. Mas mesmo estes estão sob controle, o que não ocorre nos Estados Unidos.


O termo "crise" é definido como um acúmulo de problemas simultâneos que nos impede de raciocinar. Por exemplo, quando passamos por uma crise de nervos e surgem tantos problemas que mal conseguimos parar para pensar: damos voltas como baratas tontas. Normalmente, diante de um quadro desses se pede calma e sangue frio para poder identificar os problemas e estabelecer prioridades.


Crises globais ocorrem, por sua vez, quando países têm tantos problemas que não conseguem administrá-los. É o que ocorre hoje nos Estados Unidos, onde os dirigentes, economistas e banqueiros estão dando voltas como baratas tontas. Nos Estados Unidos, ainda não se sabe o tamanho do problema. Definitivamente, isso não é o que ocorre no Brasil. Muito pelo contrário: identificamos nossos problemas a tempo, implementamos soluções imediatas. Nossa contabilidade é extremamente veloz. Por exemplo, o caso da indústria de automóveis, quando identificamos a queda nas vendas, fizemos a isenção do IPI e a produção em janeiro aumentou 92%: fim da crise no setor.


Os dados estão aí: não temos subprime, bancos falindo, cartões de crédito estourando, CDOS e CDS despencando. Por isso, acredito que usar o termo “crise”, no Brasil, é uma irresponsabilidade social muito séria.


Daqui para frente, quem usar a expressão "crise global" comete outro erro. Não é global, justamente porque o Brasil não está em crise. Lula estava certo quando disse que tudo não passaria de uma marola e que tiraríamos de letra. Tanto é que a Bovespa já subiu 40% depois da chegada da "crise".


O governo Obama é que já dá sinais de andar feito barata tonta, sem saber o que fazer. E Ben Bernanke, mais ainda. O principal problema de Bernanke foi não conhecer a fundo como operava o Lehman Brothers.


Os americanos estão atolados em dívidas pessoais, 200% do PIB. Queiram ou não, eles vão reduzir o consumo em 2009 , 2010 e 2011, porque consumiram demais de 2000 a 2008. Vão poupar, o que reduz o consumo, para pagar suas dívidas, o que melhora a situação financeira deste países. Repito: achar que o Brasil está na mesma situação é irresponsabilidade. Eles estão em crise financeira, nós não estamos nem perto disso.


Nosso governo está fazendo tudo com rapidez, transmitindo confiança, ajudando pontualmente quem precisa. Isso porque não temos uma crise generalizada que nos impeça de raciocinar e priorizar as ações necessárias. Já estamos a caminho de uma rápida recuperação.



*Stephen Kanitz é mestre em Administração de Empresas pela Harvard University, e escreve no blog O Brasil Que Dá Certo




Bom saber.



Claudia.







Visite também:



Prosaicos Poemas

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

Velhos não tão velhos carnavais...

Para mim, carnaval sem essas músicas abaixo e algumas outras não pode ser chamado de carnaval. Mas isso é apenas um gosto pessoal. Ou não tem gente que gosta de músicas como:

NO VAI E VEM MAMÃE
NO VAI E VEM MAMÃE
NO VAI E VEM E VEM QUE EU TAMBÉM VOU

???


Clique no pause da playlist do blog e no play desta.

Enjoy it!








Espero que perceba a diferença...



Claudia.






Visite também:


Prosaicos Poemas